domingo, 5 de junho de 2011

Esses dias eu tava conversando com my moms sobre um problema que eu to tendo com a internet.

Aparentemente eu tinha encontrado uma solução...

Ela disse: "ainda bem que você tem tempo pra fazer essas coisas, porque, se dependesse de mim, ficaria com defeito 'pra todo sempre, amem! '". Eu disse logo em seguida: "Não é questão de ter tempo, o que eu não tenho é disposição pra fazer outra coisa.".

E eu fiquei pensando, vida de "interneteiro" é uma puta boemia. E as palavras "disposição pra fazer outra coisa" ficaram ecoando na minha cabeça.

Quem se identifica com esse relato?

Eu fico aqui sentado quase o dia todo nessa não tão confortável cadeira em frente ao computador, e na maior parte do tempo eu fico fazendo absolutamente... (pausa dramática) ...nada.

Aqueles que jogam MMORPG ainda têm com o que justificar o seu tempo e perda de vida social, mas chega uma idade na vida da pessoa em que ela fica - e esse já é o meu estado - sentado, olhando pro monitor e dizendo pra si mesmo: "não tem nada pra fazer aqui! Como eu queria ter o que fazer".

Não é como se eu não tivesse o que fazer. Eu tenho varias opções, e às vezes eu as tomo. Eu vou ler um livro. Eu vou assistir Tv - e as novelas são até interessantes.

Também não é como se eu fosse preguiçoso. Eu já falei pra moms, quase em tom suplicante: "mãe, se você quiser ajuda... sei lá... com o almoço..." e eu faço essas coisas - porque eu sou homem e todo homem tem que saber se virar pra quando for morar só até arrumar uma mulher que faça tudo por você!

Mas quando as opções acabam e você se vê entre o computador e procurar o que fazer... A escolha já foi feita antes mesmo de se pensar no assunto. E, uma vez que a pessoa se acomoda, toda a disposição se vai!

Eu acordo quase todo dia cedo, faço exercícios, depois compro o pão, faço o café, tiro o lixo pra fora e fico assistindo tv até umas 9 horas que é quando começa "Mais você". E é nesse momento que o resto do meu dia é decidido! Porque se ninguém me der mais nada pra fazer e eu vier pro computador eu não faço mais nada pelo resto do dia! E é quase certo que eu irei pro computador. Quem, nas minhas condições, vê mais você?

Eu sei que eu não sou viciado. Eu disse pra minha mãe: "Se fosse a minha casa e eu morasse só, eu jogaria o computador fora na primeira vez que ele desligasse. Não querendo saber nem se foi por causa de queda de energia na cidade toda!", mas como eu tenho escolha, eu sempre termino aqui.

Isso não é vicio. É possessão demoníaca! Talvez uma cruz benzida por um padre me afaste desse maquinário infernal!

Toda essa historia me lembrou de "objecto quase"... Melhor eu ir dar um passeio e aproveitar à tarde antes que eu acabe me urinando aqui mesmo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu estive pensando brevemente sobre fobia.

Em uma fobia em específico...

Homofobia.

Homofobia hoje em dia é sinônimo de preconceito e ódio contra a opção sexual de uma pessoa.

Fobia não é mais do latim "medo".

Fobia agora é do popular ódio.

Mas eu entendo isso, claro! Quando alguém teme algo que ela veja como nocivo, ela se torna animalesca em repelir aquilo que lhe assusta.

Peguemos como exemplo a aracnofobia:

As aranhas são seres importantes no controle de certas pragas como a mosca. Se não fossem as aranhas a sua casa estaria cheia dessas coisas nojentas!

Você sabe disso e algumas pessoas até são gratas às aranhas.

Vê uma aranha com uma mosca nas patas e diz: "obrigado aranha!”.

E em seguida esmaga as duas com uma sandália.

Quando você vê a aranha, você se lembra daquelas aranhas que tem veneno. Você também imediatamente passa a acreditar que ela vai sugar seu sangue, porque você é uma refeição mais completa que uma mosca e quem viu "aracnofobia" tem motivos de sobra pra acreditar que elas são animais extremamente organizados!(não, não tem!).

Sabendo disso, analisemos a homofobia:

Qual o maior medo do homofóbico? Qual o motivo pelo qual o individuo repudia o homossexual?

Homofóbicos são individuos cuja sexualidade é fragilizada. São pessoas inseguras que temem se tornar gays por osmose ou acabar cedendo à pressão - e os homossexuais pressionam os heteros assim como os homens pressionam as mulheres que não querem transar com eles.

Agora, se você é homofobico é porque você tem aquela duvida enraizada de que você pode ser gay mesmo não querendo ser. Algumas pessoas dizem: "não é uma opção, eu já nasci assim! sou gay desde sempre, me descobri!", e o homofóbico fica pensando: "será que eu nasci assim? será que eu assumirei?".

Amigo homofóbico, bater em homossexuais não é a solução! O único jeito de você ficar em paz consigo mesmo é dando a bunda para um gay! Dê a bunda para um gay, deixe ele te comer! Se você gostar você é gay. Se você não gostar, seja feliz como hetero.

E amigos homossexuais, quando um homem diz "não", é "não"! Assim como quando uma mulher diz "não" e o homem pensa que é um "sim"!

...e assim as pessoas com fobia de verdade poderão dizer que tem fobia sem serem vistos como racistas preconceituosos merecíveis de represálias!

domingo, 29 de maio de 2011

Todas as mulheres (do Brasil, ao menos...) dizem que todo homem é um cachorro!

As mulheres andam por aí e dizem: "nenhum homem presta, são todos uns cachorros!”.

Por que as mulheres sempre dizem isso? É evidente que, considerando a comparação (porque cachorros literalmente metem a cara na bunda dos outros cachorros e sempre estão atrás de cadelas no cio), nem todo homem é um cachorro.

Considerando que nem todo homem seja um cachorro, levantamos uma hipótese: todas as mulheres, dentre todas as opções, sempre escolhem os cachorros!

A verdade é essa: As mulheres querem os cachorros! As mulheres querem homens dóceis, que sempre estejam babando por elas, sempre felizes quando elas estiverem tristes, sempre agressivos quando se trata de brigar por elas. Que mulher não quer um homem assim? E nós nos esforçamos pra ser assim! Nos tentamos ser amáveis, carinhosos, obedientes... O mínimo que vocês podem fazer é tolerar quando estivermos encarando bundas e desejando mulheres salientes!

Não da pra querer só metade do pacote. Se você gosta do homem-cachorro, tem que aceitar a natureza do homem-cachorro! Ou assinarem os outros pacotes... O segundo de maior procura é o homem-veado, que sempre tem que ser reposto (eles sempre terminam com outros homens-veado).
A algum tempo atrás me chamaram de burro, me chamaram de burro pela maneira como eu escrevi uns textos.

Isso me lembra do filme "rede social" quando, logo no inicio, o personagem do eisenberg toma uma cerveja, fica bêbado e retalia o fora da namorada com um posto maldoso e vingativo!

Bem, diferente do zuckerberg, eu não vim aqui me vingar de quem me chamou de burro. Eu vim aqui explicar a forma como eu escrevo!

Pra começar eu gostaria de explicar - porque eu acho que esse foi o principal motivo para eu ter sido chamado de burro - eu gostaria de dizer por que eu não uso pontuação sempre que necessário:
* Porque nem sempre é necessário!
* Eu gosto da ideia do texto ser corrido. Me lembra duma conversa de verdade quando duas pessoas têm divergências e ambas falam simultaneamente seus pontos de vista, e tentam se expressar com coerência enquanto ouvem a opinião alheia, e no final ninguém mais sabe do que ta falando.
* Eu gosto de ser fiel a maneira como os pensamentos surgem (isso é um conceito chamado de pensamento em cadeia: quando uma coisa lembra outra coisa fora do contexto principal...).
* Eu também gosto do texto corrido porque eu gosto de me inspirar na maneira como falam os meus ídolos! Eu tenho dois e eles não são cantores! - mas isso não faz de mim um imitador! Faz? As pessoas podem ter heróis nos quais se moldar! Não podem?

Enfim... Quem acha que eu sou burro por não me focar na estética não entendeu uma das ideias primordiais de qualquer blog, que é compartilhar uma ideia, um pensamento ou uma opinião de maneira descompromissada.

Outra coisa que eu gostaria de ressaltar: A proposta desse meu blog é fazer humor! Ou pelo menos ser engraçadinho ou divertido, tipo Sergio Mallandro que arrancava gargalhadas com um simples yé yéééé! Todo mundo dizia/diz que isso é ridículo, mas todo mundo ri e hoje em dia ele ganha dinheiro contando as desventuras que ele passa por causa da fama que ele tem! Que cara genial... De verdade.

Então, sendo o objetivo do blog o de divertir e arrancar risadas, eu me sentirei realizado quando mais de duas pessoas me digam: "cara, eu me caguei de rir lendo o seu texto";

Ou me sentirei satisfeito quando mais de duas pessoas me digam: "cara, gostei do seu blog! é divertido e eu me identifico com a sua opinião!";

Ou me sentirei preocupado quando alguém disser: "eu recebi um sinal de allah no Google quando eu vi esse blog! Morte aos infiéis e tiranos ocidentais nas escolas! Eu tenho uma missão divina porque fui mal amado quando criança! Obrigado!";

Por outro lado, elogios que não se refiram ao lado humorístico do blog serão bem-vindos, mas não serão desejados e ofensas e críticas negativas serão rejeitadas com furor e desprezo! - criticas construtivas serão bem vindas quando dentro da proposta do blog!
O editor disse que todo mundo que se acha inteligente lê Clarisse Lispector, então, pra não ser mais chamado de burro, eu li um livro dela e vou terminar o post com uma citação do mesmo: "... e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A minha única salvação é a alegria." (Clarice Lispector).

AMÉM

domingo, 3 de abril de 2011

Esses dias eu tava numa aula, porque eu sou jovem ainda jovem ainda jovem ainda, eu estudo, eu ainda não entrei na faculdade... e eu tava na aula e tinha essa nissei, e como quase todo nissei, ela não tinha esses nomes legais que a gente vê nos meios de comunicação, não era sakura, nem era sayuri, nem otohime ou sei lá, mas até que era um nome bacaninha, shime ou shiame ou shemi... agora esqueci... (a pronuncia não era essa, mas como o professor não acertava ela disse pra ele que podia chamar de shemi)
O engraçado é que todo professor tem uma historia com uma aluna japonesa (que não é uma historia romântica. As vezes é...).
O professor desse dia disse que, no interior, é sempre no interior, ele dava aula e tinha uma aluna e por algum motivo conveniente ele perguntou o nome dela (acho que os professores ficam mirando as alunas japonesas visando nomes estranhos) ela era nissei e o nome dela era myabusa! Myabusa era o nome dela. Myabusa no japão deve equivaler a clementina ou jenoveva no Brasil, ou estrongilda... enfim
depois disso o professor sempre faz uma piada como por exemplo "...e eu disse: 'não na sala! depois da aula...' hahahahaha" ou "agora isso dá cadeia! se fosse no ano passado..."
Outro dia, com a mesma garota e com um rapaz também nissei, outro professor começou a citar possíveis nomes japoneses que, por mais que sejam usados como zombaria, realmente existem (tipo takara nahasha, mijarô nakama ou mijaro nomuro tambem) e o professor começou a perguntar por algumas palavras em japonês, como por exemplo os números (que definem a decendência: tipo issei, nissei, 3sei, 4sei [4 é go, logo gosei]) e é engraçado como um otaku sabem tantas palavras quanto os descendentes de japonês.(meu editor disse que eu misturo as ideias e eu acho que foi por esse último comentário, entre outros)
Cara, é até legal um japonês falando palavras de sua terra natal e é tolerável um brasileiro que viveu no Japão responder algumas perguntas ou uma garota falando uma palavra num momento mais climático, mas quando alguém começa a se relacionar com um japonês (relacionamentos não se resumem a fodelância!) e o japonês começa a dizer uma ou duas palavras pra essa pessoa, ela já começa a se achar fluente em japonês e começa a querer corrigir os outros! os japoneses falavam umas palavras com todo um som gutural que dá uma pronuncia legal à palavras tipo, bakkaiaro(pq todo mundo sempre começa a aprender línguas estrangeiras pelos palavrões! se eu não me engano bakkaiaro significa idiota...) dae você vai falar com o amigo do japonês "dae o anime disse bakkaiarou e deu uma porrada no outro!" e ele vem dizer "ta errado, é bacaiaró!" mal sabendo ele que o japonês já ensinou ele errado pra não passar pela vergonha de tentar corrigir a pronuncia que ele vai fazer até ficar aceitável! Tipo "o certo é tanaká? tanáka?", "brasilero pode fala como quisé, né? todos dois jeitos tão certos! (eu admito que eu também não sei como pronuncia tanaka.... e eu já vi alguns animes...)

E como eu não sou bom com conclusões, dentre outras coisas, fica por isso mesmo!
atenciosamente, sempre seu, manrufuredusu bakaiaró gaijin
velozes e furiosos tokio drift foi o melhor, o 2 é o segundo melhor e vin diesel devia fazer mais sequências da série riddick(em filme)Hospedagem de imagem grátisHospedagem de imagem grátis
tarantino says: "riddick dick dick dick dick dick dick dickdick glassdickdickglass..."

sábado, 2 de abril de 2011

saudade de um sorveteiro dos tempos mais simples da vida...

Esses dias eu tava pensando: "nunca mais eu vi um sorveteiro andando por aí..."
eu sei que eles ainda existem, mas eles devem estar em numeros muito reduzidos...
até quando eles vão durar? quer dizer: kibom e esses insdutrializados são bons e tudo, mas e aqueles que a gente comprava a uns 10 anos atrás? tipo, você não encontra picolé de frutas regionais da kibom! não tem picolé kibom de taperebá ou de bacurí!

Eu tava lembrando que a uns 10 anos atrás era engraçado porque, normalmente a tarde, tava lá eu e meu irmão, a gente tava assistindo sei lá, as trigêmeas na tv, a bruxonilda vibrando com livros que eu nunca lí e me sentindo culto, aliás, eu li outro dia vinte mil léguas submarinas e não vi as trigêmeas em nenhuma página, até que... dining dining dining(para os leitores burros, isso é uma onomatopéia. Eu não sei como fazia o sorveteiro de quem tiver lendo, mas os da minha cidade tocavam uma sinetinha que fazia um som parecido com dining), dae eu ficava tipo
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e de novo dining dining dining
e eu: "sorvete..." e meu irmão
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dining dining dining e a gente se entreolhava e "sorveeeeeete!"
e a gente corria pro nosso pai "pai, me da dinheiro pra comprar picolé!" e o meu pai
"filho, eu vo pegar o dinheiro, corra, e, não importa como, pare aquele sorveteiro!" e a gente corria pra rua e o sorveteiro ja sumia no horizonte quando a gente saia correndo e gritando "EEEEEEEEEEEEi!" e ele de longe esboçava o sorriso de sorveteiro e o seus olhos brilhavam e ele voltava e o nosso pai ja tava na porta esperando e quando ele parava ele ja era o melhor amigo da familia, eu nunca reconhecia nenhum sorveteiro mas eles sempre pareciam um amigo da familia, e a gente comprava sorvete, e faziamos piadas e outros visinhos se juntavam e tudo virava uma enorme e lucrativa festa do sorvete...
e hoje em dia... dae eu pensei, hoje em dia o sorveteiro deve passar por aí olhar pras casas e deixar uma singela lagrima caír
ou deve ter arrumado outro emprego
eu teria
ser sorveteiro era um emprego fudido, eu pensava isso depois que ele ia embora
era legal fazer shurikens com palitos de picolé
a gente fazia guerra
jogava shuriken de palito nas costas dos outros "ninjas"
nós tinhamos regras, não podia cegar ninguem
naquela época ninja ainda não tinha poder, imagina se a brincadeira fosse hoje? logo nós que eramos metidos a realistas... alguem ia dar um jeito de atear fogo no cabelo do outro... crianças... só prestam presos! peidos tbm!