domingo, 3 de abril de 2011

Esses dias eu tava numa aula, porque eu sou jovem ainda jovem ainda jovem ainda, eu estudo, eu ainda não entrei na faculdade... e eu tava na aula e tinha essa nissei, e como quase todo nissei, ela não tinha esses nomes legais que a gente vê nos meios de comunicação, não era sakura, nem era sayuri, nem otohime ou sei lá, mas até que era um nome bacaninha, shime ou shiame ou shemi... agora esqueci... (a pronuncia não era essa, mas como o professor não acertava ela disse pra ele que podia chamar de shemi)
O engraçado é que todo professor tem uma historia com uma aluna japonesa (que não é uma historia romântica. As vezes é...).
O professor desse dia disse que, no interior, é sempre no interior, ele dava aula e tinha uma aluna e por algum motivo conveniente ele perguntou o nome dela (acho que os professores ficam mirando as alunas japonesas visando nomes estranhos) ela era nissei e o nome dela era myabusa! Myabusa era o nome dela. Myabusa no japão deve equivaler a clementina ou jenoveva no Brasil, ou estrongilda... enfim
depois disso o professor sempre faz uma piada como por exemplo "...e eu disse: 'não na sala! depois da aula...' hahahahaha" ou "agora isso dá cadeia! se fosse no ano passado..."
Outro dia, com a mesma garota e com um rapaz também nissei, outro professor começou a citar possíveis nomes japoneses que, por mais que sejam usados como zombaria, realmente existem (tipo takara nahasha, mijarô nakama ou mijaro nomuro tambem) e o professor começou a perguntar por algumas palavras em japonês, como por exemplo os números (que definem a decendência: tipo issei, nissei, 3sei, 4sei [4 é go, logo gosei]) e é engraçado como um otaku sabem tantas palavras quanto os descendentes de japonês.(meu editor disse que eu misturo as ideias e eu acho que foi por esse último comentário, entre outros)
Cara, é até legal um japonês falando palavras de sua terra natal e é tolerável um brasileiro que viveu no Japão responder algumas perguntas ou uma garota falando uma palavra num momento mais climático, mas quando alguém começa a se relacionar com um japonês (relacionamentos não se resumem a fodelância!) e o japonês começa a dizer uma ou duas palavras pra essa pessoa, ela já começa a se achar fluente em japonês e começa a querer corrigir os outros! os japoneses falavam umas palavras com todo um som gutural que dá uma pronuncia legal à palavras tipo, bakkaiaro(pq todo mundo sempre começa a aprender línguas estrangeiras pelos palavrões! se eu não me engano bakkaiaro significa idiota...) dae você vai falar com o amigo do japonês "dae o anime disse bakkaiarou e deu uma porrada no outro!" e ele vem dizer "ta errado, é bacaiaró!" mal sabendo ele que o japonês já ensinou ele errado pra não passar pela vergonha de tentar corrigir a pronuncia que ele vai fazer até ficar aceitável! Tipo "o certo é tanaká? tanáka?", "brasilero pode fala como quisé, né? todos dois jeitos tão certos! (eu admito que eu também não sei como pronuncia tanaka.... e eu já vi alguns animes...)

E como eu não sou bom com conclusões, dentre outras coisas, fica por isso mesmo!
atenciosamente, sempre seu, manrufuredusu bakaiaró gaijin
velozes e furiosos tokio drift foi o melhor, o 2 é o segundo melhor e vin diesel devia fazer mais sequências da série riddick(em filme)Hospedagem de imagem grátisHospedagem de imagem grátis
tarantino says: "riddick dick dick dick dick dick dick dickdick glassdickdickglass..."

sábado, 2 de abril de 2011

saudade de um sorveteiro dos tempos mais simples da vida...

Esses dias eu tava pensando: "nunca mais eu vi um sorveteiro andando por aí..."
eu sei que eles ainda existem, mas eles devem estar em numeros muito reduzidos...
até quando eles vão durar? quer dizer: kibom e esses insdutrializados são bons e tudo, mas e aqueles que a gente comprava a uns 10 anos atrás? tipo, você não encontra picolé de frutas regionais da kibom! não tem picolé kibom de taperebá ou de bacurí!

Eu tava lembrando que a uns 10 anos atrás era engraçado porque, normalmente a tarde, tava lá eu e meu irmão, a gente tava assistindo sei lá, as trigêmeas na tv, a bruxonilda vibrando com livros que eu nunca lí e me sentindo culto, aliás, eu li outro dia vinte mil léguas submarinas e não vi as trigêmeas em nenhuma página, até que... dining dining dining(para os leitores burros, isso é uma onomatopéia. Eu não sei como fazia o sorveteiro de quem tiver lendo, mas os da minha cidade tocavam uma sinetinha que fazia um som parecido com dining), dae eu ficava tipo
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e de novo dining dining dining
e eu: "sorvete..." e meu irmão
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dining dining dining e a gente se entreolhava e "sorveeeeeete!"
e a gente corria pro nosso pai "pai, me da dinheiro pra comprar picolé!" e o meu pai
"filho, eu vo pegar o dinheiro, corra, e, não importa como, pare aquele sorveteiro!" e a gente corria pra rua e o sorveteiro ja sumia no horizonte quando a gente saia correndo e gritando "EEEEEEEEEEEEi!" e ele de longe esboçava o sorriso de sorveteiro e o seus olhos brilhavam e ele voltava e o nosso pai ja tava na porta esperando e quando ele parava ele ja era o melhor amigo da familia, eu nunca reconhecia nenhum sorveteiro mas eles sempre pareciam um amigo da familia, e a gente comprava sorvete, e faziamos piadas e outros visinhos se juntavam e tudo virava uma enorme e lucrativa festa do sorvete...
e hoje em dia... dae eu pensei, hoje em dia o sorveteiro deve passar por aí olhar pras casas e deixar uma singela lagrima caír
ou deve ter arrumado outro emprego
eu teria
ser sorveteiro era um emprego fudido, eu pensava isso depois que ele ia embora
era legal fazer shurikens com palitos de picolé
a gente fazia guerra
jogava shuriken de palito nas costas dos outros "ninjas"
nós tinhamos regras, não podia cegar ninguem
naquela época ninja ainda não tinha poder, imagina se a brincadeira fosse hoje? logo nós que eramos metidos a realistas... alguem ia dar um jeito de atear fogo no cabelo do outro... crianças... só prestam presos! peidos tbm!